terça-feira, 12 de outubro de 2010

O MINISTÉRIO E O NOSSO PRÓXIMO

A autora do livro “Comer, rezar e amar”, Elizabeth Gilbert, toca em vários pontos em sua palestra, porém dois me chamam muito atenção:
1. No medo de enfrentar as coisas, como escrever um novo livro que faça o sucesso,  ou como ela mesma disse em sua palestra, que quando era adolescente que tinha o sonho de ser escritora e as pessoas ficavam perguntando se ela não tinha medo de nunca ser uma escritora famosa. Trago isso para a nossa realidade de teólogos e as indagações que nos são feitas a todo o momento. Como teremos coragem de enfrentar algumas coisas no nosso ministério, recordo-me de uma das aulas do professor Delambre em que ele fala que o pastor tem a sua posse no sábado, e na quarta feira já tem muitas pessoas trazendo problemas para resolver como se o pastor já estivesse ali há anos no pastorado daquela igreja. E me faz pensar sobre a nova teologia que discutimos em nossas aulas, a teologia do amor, da dor, do cuidado... Temos que enfrentar os medos que passamos no hoje como ela tem enfrentado o medo que ela também tem, de não conseguir dar conta do seu trabalho.
2. No amor ao próximo, o que temos feito por eles? Nós temos apenas pena do nosso próximo como no início de sua apresentação que ela fala que as pessoas ficaram dela, ou estamos indo atrás para saber se ela é mais do que um livro escrito, mais do que palavras escritas em um momento de sua vida. Podemos tomar Cristo como exemplo, que não ficou só na aparência como podemos ver no caso de Zaqueu, que as pessoas apenas diziam que era um cobrador de impostos, mas ele foi à sua casa ter com ele e assim o conhecê-lo melhor. Ou o cego que estava à margem do caminho, onde era mais um cego em meio de muitos, mas Cristo foi ter com ele e viu que ele não era só mais um, mas um ser humano que estava querendo e precisando de amor.
O que temos feito como líderes? Como nós temos nos mostrado a nossos liderados? São perguntas que temos que fazer às nossas vidas, não só como lideres, mas como o próximo.

Por Fernando Mendonça

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