Que o mundo atual sofre questiona-mentos em suas estruturas funda-mentais, isso é notório. Esse abalo forjará o nascimento de novas formas de compartilhar o conhecimento. O caminho está aberto e por ser construído. Todos os saberes serão, ao mesmo tempo, coadjuvantes. Estarão à mesa para interpretarem nossa realidade que, definitivamente, se traduz em MISTÉRIO. Pouco nós sabemos, e esse pouco voa, rebentando a linha da segurança, como uma Pipa segue o curso do vento, deixando saudades no coração da criança. Nesse novo tempo, se a teologia não quiser ser apenas saudosa lembrança, terá que ser presença sublime que balbucia, pela experiência e a teoria, sobre esse Mistério. Na universidade, a teologia seria um pouco mais livre, crítica e filosófica; e nas faculdades – que prepararam mais para a complexa realidade eclesiástica – a liberdade, a crítica e a filosofia na teologia poderiam ajudar, terapeuticamente, no processo de reconstrução de uma espiritualidade adulta, responsável, fraterna e menos culposa. Portanto, ambas necessitam de muita criatividade. O Mistério é imprevisível. Diante Dele, calamos pra falar e experimentamos para tentar des-crever. Assim nos arriscamos, fazendo frágil (a oder há) Teologia. Seguem, portanto, alguns corajosos e corajosas que aceitaram esse des-a-fio (em nossa desconstrução há um fio, fé): encontrar espiritualidade no coração da vida. Diálogos com Elizabeth Gilbert!
Por Dell Delambre

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