terça-feira, 12 de outubro de 2010

DEUS FALANDO

Durante os cultos, algo sempre me chamou aten-ção, “O momento da pregação”, “vamos ouvir o que Deus vai nos falar esta noite”. Todo este rompi-mento com o humano e objeti-vidade da palavra vinda de Deus me causava certo incômodo. Diante das barreiras etárias, sociocultural, certamente não demorava muitas palavras serem ditas para os primeiros questionamentos aparecerem, mas, diante do paradigma da Ortodoxia da revelação toda vinda de cima, tudo era silenciado.
Conheço, então, o paradigma da Teologia Liberal, “a experiência”, aquilo que vivo na esfera terrena passa a ser revelação também e a própria passa a se encher de mim. Diante desta subjetividade, ao invés de resolver o problema, as coisas só pioram.
Se pegarmos o pensamento de inspiração Grego e Romano e compararmos com o Racionalismo e Humanismo, chegaremos às mesmas conclusões e não encontraremos uma resposta objetiva.
Perfeição sempre será algo subjetivo, já que parte da premissa do que há de ser perfeito para cada qual indivíduo.
Podemos separar o Deus humanizado ou o Homem divinizado diante dos conceitos individuais?
Escolho a humildade (humus), pra respeitar o “Divino interagindo com o Humano”, o “Céu com a Terra”, o “Alto com o aqui embaixo”, inspirado na maior revelação, “Jesus”, o Deus revelado em Homem.

Por Eronildo de Carvalho Dias

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