terça-feira, 12 de outubro de 2010

O MEU MUNDO É O DO OUTRO TAMBÉM

       Quando pensamos em fé, sentimos que o assunto está meio que abalado. Parece que o cristianismo é irrelevante para as pessoas de nosso século, onde a modernidade, através do relativismo religioso, tem tragado o pensamento do povo cristão, sobretudo a fé. Neste sentido, temos que nos conscientizar de que nosso fazer teológico precisa seguir a receita de Elizabeth Gilbert, que em seu livro, Comer, Rezar e Amar, fala-nos sobre usarmos a criatividade para alcançar nossos objetivos. 
       A autora relata sua experiência em busca de “satisfação” pessoal, que nos envolve em uma teia de sentimentos propagados pelas situações mais diversas. O sucesso alcançado por Elizabeth é fruto de uma linguagem que alcança o outro, ou seja, a autora narra a sua experiência que ao mesmo tempo se identifica com a de todos nós. Os fatos narrados são fatos do ser humano em si, e isto traz um entusiasmo que faz com que o leitor sinta uma vontade louca de prosseguir em busca de seu sonho, mesmo que lhe pareça um louco sonho. Talvez este seja o nosso grande desafio, seguir o “receituário” proposto, fazendo teologia alcançando o outro, dentro das expectativas do outro e não somente em acordo com nossa experiência de fé.
      As pessoas ao nosso redor precisam ver em nós emoção, satisfação, coragem, empenho, perseverança e principalmente amor. Nosso mundo precisa ser o mundo do outro, mas o mundo do outro também precisa ser o nosso mundo. Agindo desta maneira, teremos motivos, mais que suficientes, para prosseguir no sonho de uma humanidade melhor, vivenciada pelo respeito e amor ao próximo, mesmo que nos pareça utópico.

       Por Cleudair Godoi

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