terça-feira, 12 de outubro de 2010

CRIATIVIDADE, TEOLOGIA E RESPONSABILIDADE

           Pensado sobre algumas aplicações práticas da palestra da escritora Elizabeth Gilbert em Alimentando a Criatividade, a pergunta primeira, como aprendiz de teólogo, que me vez a mente é: que legado deixarei para esta e próximas gerações no fazer teológico? Recordando-me de mentes brilhantes de teólogos antigos como Tertuliano, Agostinho, Tomás de Aquino, Calvino, Lutero e um mais contemporâneo cito Barth. Estes homens forma pessoas que nos agraciaram com compreensões importantíssimas a cerca da importância e do lugar da teologia no contexto macro da época em que cada um viveu e que norteia grande parte do nosso pensar e fazer teológico.
            John Bunyan pra mim é um exemplo de grande criatividade, homem simples e um tanto iletrado, simplificou muito bem em O Peregrino, a trajetória do cristão em direção a Deus (céu), provavelmente a alegoria cristã mais conhecida em todos os tempos. A criatividade é um adjetivo que deve permear o fazer teológico, pois isso possibilitará ao teólogo o processo de evolução de mudança produzindo algo único e original.
            Acredito que não devemos agir de modo narcisista e muito menos niilista quando somos contemplados por este advento ou o despertar da criatividade, que ao mesmo tempo é imanente a nós, pode ser para outro algo inerente ao ser humano. Prefiro acreditar que haja neste processo uma cumplicidade entre o humano e o divino. E que a criatividade é uma dádiva que, todavia precisa ser exercitada, procurada e trabalhada, é preciso que ela seja despertada do sono profundo e quando isto acontece, poderemos naquilo que fazemos propor algo novo e único e inovador. Acredito, baseado nisto, que a maior criatividade e desafio no fazer teológico, é sabermos correlacionar às demais ciências com a teologia num processo de dialógica. É preciso responsabilidade e seriedade na inovação.

       Por Jason Costa 

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