Elizabeth Gilbert descreve com louvor etapas de um processo, que ela chama de criativo, mas que poderemos chamar de inspirativo.
A grande verdade a-presentada em sua prédica e que, como teólogo, preciso avaliar é o meu verdadeiro papel na arte de interpretar a vida, as questões que a envolvem e procurar respondê-las como a seriedade de um cientista e o coração de um pastor.
O dualismo “persegue” os escritores como faz com o teólogo, ou tudo caiu do céu, ou eu sou o centro das minhas pregações, artigos, poemas, sem valorizar a Deus e aos outros. Isto é um convite à frustração, pois o sucesso torna-se algo a ser conquistado e a dor parte inútil da vida, quando na verdade o contrário é verdadeiro.
O sucesso não é medido e tão pouco caçado e a dor é uma escola, porque na verdade o que vale não é o que as dores fazem conosco, mas sim o que nós fazemos com ela.
Somos parte de um processo, um processo de revelação de Deus à humanidade que ele tanto ama, é ele que opera em nós e por nós, logo assim, como descreve Gilbert, não devemos temer à vocação que é o único motivo pelo qual a vida vale a pena ser vivida.
A grande sacada é buscar o equilíbrio e atuar onde é a minha “praia” e ter a humildade de não entrar onde só O Senhor pode estar.
Por André Daniel

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