terça-feira, 12 de outubro de 2010

FALAR DA VIDA COM INSPIRAÇÃO

 Os fazeres teológicos não são recentes, afinal, mais especificamente, os saberes teológicos se dão antes mesmo do gesto sublime do Criador. Esta ordem cronológica se estendeu até este momento: da Revelação à compreensão, construção e compreensão do manifestação do Sagrado.
        Quando se debruça na história para contemplá-la, e, assim, aprender com ela e entender o homem e a realidade presente, eventos mil são observados. Com a lente e o rastreador teológico, não é difícil se perceber e encontrar as fagulhas dos anseios ao Sagrado no decorrer do livro dos atos do ser humano, chamado história.
         O que se contempla, entretanto, são muitos esboços advindos da vontade de suplementar e completar o desejo e o grito pelo Sublime. Muitos intentaram e conseguiram escrever profundas e louváveis obras primas desde enciclopédias a compêndios. Outro fator importante é verificar que cada sentimento teológico era contemporâneo ao seu tempo e respondia aos desejos do seu tempo. Isto não significa que todos estes saberes devem ser descartados ou eliminados, mas, pelo contrário, eles lançam luzem ao entender e ao produzir de hoje.
       Ao fazer teologia, hoje, é importante ressaltar que as perguntas e as demandas mudaram e muito. Mas porque mudaram? Mudaram porque as exigências outras são. Com todo o surpreendente desenvolvimento lógico e racional das pessoas, a abertura ao conhecimento, a condução acessível às fontes de pensamentos e compreensão, fizeram com que as perguntas sejam mais e mais profundas e complexa.
       Elizabeth Gilbert, uma escritora norte-america-na, tem muito a ensinar, pois ela nos recorda a importância da inspiração. Aprende-se muita com esta genial pensadora também neste sentido, já que para se falar, se comunicar sobre algo tão importante que é a vida, seguindo os seus pontos de vistas, é preciso inspiração. Isto é algo, portanto, que não está no ser humano, é muito mais sublime, muito elevado e muito imiscível à sua natureza. O ser humano é um simples e valioso canal para a “materialização” desta Inspiração.

          Por Gustavo Mathias

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