Num olhar mais franco e aberto sobre a palestra proferida pela escritora Elizabeth Gilbert se referin-do à sua vida profissional, pode-se perceber que ela ela relata fatos que muito tem haver com as nossas vidas, quer profissional, quer estudantil. Pessoas não acreditarem nas capacida-des intelectuais e habilida-des profissionais. Ela, muitas vezes, foi obrigada, a dar explicações àqueles que não entendiam a razão da sua tamanha dedicação à sua profissão como escritora. Ela era tida como uma condenada de tanto se dedicar na sua profissão com muita dedicação. Aqui, podemos questionar se assim somos nós quando estamos diante destes desafios e, inclusive, quando as pessoas em volta de nós não acreditam nas nossas capacidades.
Elizabeth Gilbert foi confrontada com esta situação, houve momentos em que durante o seu discurso foi questionada se ela não tinha medo de não ser capaz de atingir o sucesso, ou seja, escrever um livro que não impactasse os seus leitores. Ela faz a ponte entre a teologia, ou seja, as discussões em salas de aulas que, na verdade, é o que fazer teologia exige de nós: uma capacidade de humildade, sabendo que temos ainda outras pessoas muito além nós em sua reflexão e precisamos ouvi-las para o nosso aperfeiçoamento teológico e acadêmico. E não só a nossa perfeição, mas também contribuir para ensinar aqueles que talvez estejam iniciando a sua caminhada, precisamos sempre revisar o nosso fazer teológico, a fim de encontrar caminhos que nos permitam conciliar os nossos discursos aos discursos teológicos.
Na segunda parte do discurso da Elizabeth Gilbert, ela nos mostra claramente que há muita falta de criatividade, uma arte que tende desaparecer com o tempo. O fato é que sem a criatividade não há inspiração e sem inspiração nada se pode criar. Isto não só acontece na arte, mas também acontece com o fazer teológico. Em tudo têm que existir a criatividade, é preciso que haja espírito de criatividade, porque somos dotados de capacidade para o fazer.
Diante destes desafios quando as pessoas não acreditam em nossas realizações, onde às vezes, ansiedade toma conta de nós, o medo, a insegurança, o receio de fracassar é iminente, ainda assim precisamos encontrar caminhos que apontem uma direção que precisamos tomar, isto é, acreditarmos mais e mais em nós mesmos e nas nossas capacidades, porque somos capazes de o fazer. Continuando nesta senda, precisamos ser persistentes nos nossos pensamentos. O nosso lema deve ser pensar sempre, a fim de vermos as nossas inquietações serem resolvidas, as nossas inseguranças sendo diminuídas ainda sem uma capacidade extraordinária. Ainda assim, necessitamos olhar avante pelo caminho para atingir das metas preconizadas.
Por André Bartolomeu

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