Ao pensar no rápido discurso de Elizabeth Gilbert sobre geinialidade e ao mesmo tempo fazer um link com as discusões que realizamos sobre como fazer teologia, a primeira coisa que me vem a cabeça é: somos um bando de crianças perdidas neste mundo, mas o pior é que existem outras crianças ainda menores que nós, que sabem menos que nós, e que talvez nem saibam o quanto estão perdidas.
O que fazer diante desta situação, como se portar diante do grande desafio que tenta se impor sobre nós? O desafio de encontrar sentido para as muitas situações que a vida propõe. Mas antes mesmo de qualquer coisa, como aceitar que nem mesmo nós que somos um pouco mais crescidas que elas, temos todas as respostas, também precisamos de ajuda? Se muitas das dúvidas que elas tem, também são dúvidas que nos incomodam até hoje, e que temos dúvidas que talvez elas nem imaginem que um dia terão ou poderão ter.
O fato é que até mesmo a ideia de nos acharmos mais crescidos que outras “crianças” não é algo que se pode afirmar de maneira que venha gerar confiança para elas. Mas ainda assim é o que devemos fazer, e é assim que devemos nos sentir. Somos mais crescidas sim, mas não por méritos nossos, mas porque antes de nós já viveram alguns “gigantes” que pensaram sobre muitas coisas que não imaginaríamos que um dia seria as respostas que esperávamos, e em algum momento esses gigantes foram tocados por seus gênios e o que era simples tornou-se algo grande e importante para muita gente. E é neste mesmo pensamento que devemos continuar a nossa caminha. Ainda que não temos todas as respostas, ainda que temos medo e insegurança quanto as muitas indagações da vida. Devemos continuar a pensar e pensar e pensar, até que sejamos inspirados por nosso gênio e consigamos diminuir ainda que somente uma das nossa muitas dúvidas, isso será o suficiente para fazer uma grande diferença e ainda encentivar os menores a continuar o que nós não conseguimos por completo.
Por Everton de Lima

Parabéns pelo que escreveu. Expressa muito bem o sentimento que há nos corações daqueles que tratam a teologia com seriedade.
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